Corretor 3.0 – Você está preparado para o novo mercado?

6 de Outubro de 2017

Por: Assessoria de Imprensa CRECI-SC

A profissão de corretor de imóveis completou em agosto, 55 anos de regulamentação, mas registros apontam que com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808, o número de habitantes da capital dobrou e as cidades começaram a tomar uma forma mais urbana. Com essa infraestrutura e esse crescimento surgiu a atividade dos agentes de negócios imobiliários.

                Naquela época além de ter um caderno de apontamentos na mão, muita disposição e o sonho de vencer na vida, o agente imobiliário intermediava negócios imobiliários utilizando os anúncios nos jornais para divulgar suas ofertas, e a sola dos sapatos para identificar os vendedores e deles adquirir a autorização para a venda. Os anúncios de jornal, comprovando a comercialização de imóveis, surgiram a partir de 1821, junto com a introdução da imprensa no país.

Passados mais de 195 anos muita coisa mudou no país, na política, na economia e na maneira de pensar das pessoas, fazendo com que acontecesse uma mudança também nos perfis e modelos de negócios. Estamos vivendo a globalização, um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países e as pessoas. É através da globalização que pessoas, governos e empresas do mundo todo trocam ideias, realizam transações financeiras e comerciais, propagando a diversidade cultural em todo o planeta e difundindo o modelo de economia compartilhada, a exemplo do UBER que é um dos mais conhecidos serviços que utilizam esse tipo de economia.

Carlos Nepomuceno, jornalista, consultor e professor que pesquisa há mais de 11 anos as causas e consequências da chegada da internet para a sociedade, esteve em Florianópolis no dia 21 de setembro, a convite da Câmara Empresarial do Mercado Imobiliário da Fecomércio SC, para falar sobre essas mudanças e os impactos no setor imobiliário na palestra: “Mercado Imobiliário 3.0”.  

Para Nepomuceno a chegada das novas mídias promoveu uma mudança civilizacional, que permite um tipo de colaboração mais horizontal e descentralizada, essa mudança é citada por ele como revolução 3.0. Segundo o professor, essa mudança de mentalidade torna a pessoa mais questionadora, ela começa a amadurecer e o consumidor fica mais exigente obrigando as empresas e as pessoas que oferecem serviços, a adotar um novo modelo administrativo. “Não temos um novo ser humano, mas recursos tecnológicos objetivos que permitem o aumento da colaboração”.

Mas o corretor de imóveis deve se preocupar com essas mudanças? Para Carlos Nepomuceno, deve sim. As demandas mudaram, as pessoas buscam relações de confiança e se baseiam nas experiências e vivências compartilhadas por outras pessoas através de um clique, por isso os corretores de imóveis devem se preocupar muito com sua reputação digital, com sua presença nas plataformas online. É comum hoje as pessoas recorrerem a internet para pesquisarem determinados serviços ou profissionais antes de contrata-los, por isso, se não há nenhuma informação sua na internet, nessa era digital em que vivemos, você está perdendo muitas oportunidades.

Para Nepomuceno não existe uma fórmula para transformar os corretores de imóveis em profissionais 3.0, ele acredita que ainda não aconteceu a “Uberização” dos imóveis, mas os profissionais que desejam se destacar quando ela chegar devem pensar em um novo modelo de venda, como separar as áreas de uma imobiliária, aplicar conceitos de curadorias, coaching imobiliário, e outros procedimentos que possam reinventar intermediação.

Ainda na palestra Carlos Nepomuceno afirmou que o Mercado Imobiliário não está em crise e sim o Brasil. “O problema é como entramos no Mercado Imobiliário, por isso defendo a ideia do corretor de imóveis trabalhar em plataformas que possibilitem reconstruir seu modelo de qualidade  sem perder a taxa de competição, afinal a competição do corretor de imóveis é com o futuro”. 

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