Orientação e fiscalização: o trabalho do CRECI-SC no verão 2016

20 de Janeiro de 2016

O argentino Hugo Vidal, 52 anos, veio com sua família passar férias em Santa Catarina. Ao invés de ficar num hotel, ele preferiu alugar uma casa, pois assim poderiam ficar todos juntos e ainda economizar com as compras.

Porém, ele passou por alguns momentos de tensão: “eu aluguei no boca a boca, através de um contato na internet. Deu tudo certo, mas confesso que fiquei preocupado”, diz o turista argentino, que acabou escolhendo ficar em Jurerê.

Para Hugo deu tudo certo, mas outras pessoas vêm sofrendo com assaltos e golpes praticados em vários locais do litoral catarinense. Esse é o risco que se corre quando o turista aluga um imóvel de alguém não cadastrado no CRECI-SC. Os golpes mais comuns são aqueles em que o falso corretor pede um depósito adiantado, normalmente em negociações feitas pela internet, e quando o turista chega o imóvel não existe; ou quando o falso corretor tem cópias das chaves e acaba roubando pertences quando os turistas estão passeando.

É justamente para combater este tipo de situação que a fiscalização do CRECI-SC tem circulado pelas principais praias do Estado, não só para coibir a atuação de falsos corretores na rua, mas para orientar os turistas com a distribuição do material informativo.

Em Canasvieiras, onde Hugo passeava com a família e recebeu o material dos fiscais do CRECI-SC, o movimento de busca por imóveis está intenso. Com isso, a atividade acaba atraindo também os contraventores que tentam explorar aqueles que não têm muita experiência ou que deixaram para a última hora e se encontram em dificuldade para encontrar uma estadia.

Estes contraventores acabam também prejudicando quem trabalha de forma legal. O corretor de imóveis Heber Cristian Fernandes, que trabalha oferecendo imóveis na rua, reclama da concorrência ilegal: “eu acredito que tenha lugar para todo mundo trabalhar, mas tem que ser feito da forma certa. Eu fiz o curso, busquei minha profissionalização e me credenciei. Todo mundo deveria fazer isso”.

Pensando nisso, o material informativo do CRECI-SC traz uma série de dicas para que os turistas não sejam lesados e seu período de descanso não se transforme num grande problema. As principais são procurar sempre um corretor credenciado e desconfiar sempre de negócios que tenham preços muito abaixo do mercado, pois podem ser atrativos para golpes.

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