A evolução do marketing: do mundo analógico à era da informação

Por Assessoria de Comunicação CRECI-SC

27 de Fevereiro de 2018

Não é segredo para ninguém que o mundo viveu uma transformação radical nas últimas décadas. Basta pensarmos que as pessoas que hoje têm entre 35 e 40 anos de idade foram as últimas a viver num mundo sem computadores, celulares, internet ou redes sociais.

As mudanças causadas pelo avanço e popularização das tecnologias da informação transformaram todos os âmbitos da vida humana. Não é de hoje, por exemplo, que pessoas se encontram e se apaixonam pela internet, antes mesmo de se conhecerem pessoalmente. Também não é de hoje que a maioria das compras pode ser feita sem sair de casa, ou que não precisamos caminhar até um ponto de táxi ou ônibus para buscar transporte, ou que organizamos toda uma viagem da sala de casa.

Essa mudança é tão radical que alguns pensadores chegam a firmar que vivemos uma nova época da humanidade. O sociólogo espanhol Manuel Castells, por exemplo, diz que estamos vivendo a Era da Informação, pois a troca e análise de dados é o principal produto dos novos tempos. Diz ele:

“No novo modo informacional de desenvolvimento, a fonte da produtividade acha-se na tecnologia de geração de conhecimentos, de processamento da informação e de comunicação de símbolos”.

Isso significa que os produtos continuam aí, mas a forma com que são consumidos, ou levados até o consumidor, mudou radicalmente. Antes bastava ter um produto e um ponto de venda. Hoje, é necessário fazer com que o produto alcance seu consumidor em potencial e desperte nele o desejo da compra; e isso só possível com o manejo eficiente da informação.

No mercado imobiliário essa revolução é sentida diariamente. Até um tempo atrás, a pessoa que pretendia comprar um imóvel ia a campo pesquisar, perdia horas visitando obras e lançamentos, visitando diferentes imobiliárias e entrando em contato com diferentes corretores. Para os profissionais, era fundamental a presença física, sua ou pelo menos de uma placa com seu contato, na frente do imóvel. A agenda de telefones era o principal item de trabalho, bem como as intermináveis horas “perdidas” esperando os clientes num plantão de vendas.

Hoje, praticamente todas as buscas por imóveis começam com uma pesquisa na internet. Isso acaba gerando um imenso banco de dados, com uma série de informações que, sem dúvida, colocam em vantagem quem tem acesso a elas. Com esses dados, é possível saber todo o perfil de cada cliente, permitindo o direcionamento e otimização dos negócios. Resumindo: um bom banco de dados, com uma análise eficiente da informação contida ali, facilita e agiliza os negócios. Isso porque o Corretor de Imóveis oferece o produto certo para cada consumidor, sem perda de tempo ou gasto de energia.

Em recente entrevista à revista Época Negócios, o diretor de marketing da Tecnisa, Remeo Busarello, confirma essa análise:

“Antigamente, nossa forma de atingir os consumidores era através de anúncios em jornais. Com o big data, nosso objetivo é aumentar cada vez a precisão de atingir os consumidores certos para determinados produtos. Conseguimos buscar um perfil de uma pessoa de 40 anos, residente da Zona Oeste, com renda anual maior de R$ 40 mil que passou três ou quatro vezes em frente ao mesmo empreendimento (devido aos dados do Waze). Junto aí informações dele do Serasa, bem como os hábitos de navegação e posso oferecer um produto altamente personalizado. Com isso, o custo de marketing da Tecnisa caiu drasticamente comparada à época dos anúncios de jornal. Em 2013, fizemos 620 anúncios. No ano passado, cinco. Este ano? Nenhum”.

Para fazer essa análise de bancos de dados, grandes empresas contratam serviços específicos, normalmente startups especializadas em análise da informação. Porém, esses serviços também são acessíveis a pequenas e médias empresas. O mercado atual conta com uma ampla quantidade de serviços de análise de dados e, com certeza, algum vai se encaixar nas necessidades que cada um tem.

 

Link para a introdução ao livro de Manuel Castells, A Sociedade em Rede:

https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/392268/mod_resource/content/1/ASociedadeEmRedesVol.I.pdf

Link para a matéria da Revista Época:

http://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2018/01/como-tecnisa-esta-mudando-seu-negocio-com-martechs.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_medium=social&utm_campaign=post%3Futm_source&utm_campaign=compartilharMobile?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compartilharMobile

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