Transparência e Prestação de Contas

História

O nascimento da categoria*

Na década de 30, durante o governo de Getúlio Vargas (Estado Novo) foram criadas as primeiras leis trabalhistas, que deram origem a uma nova forma de organização do trabalho, sendo institucionalizada a estrutura sindical brasileira. 
O primeiro Sindicato de Corretores de Imóveis a ser reconhecido como tal no Brasil foi o do Rio de Janeiro. No dia 7 de janeiro de 1937, o ministro de Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Commércio, em nome do presidente da República do Brasil, assinou a carta sindical, reconhecendo oficialmente o ’Syndicato dos Corretores de Immóveis do Rio de Janeiro’ como ’syndicato profissional de trabalhadores por conta própria’, por despacho de 29 de outubro de 1936, no Processo n.º 22.431/1936, nos termos da legislação em vigor.

Década de 60

A partir de 1957 os sindicatos de Corretores de Imóveis de todo o país passaram a promover medidas no sentido de se estabelecer a regulamentação legal da profissão, acompanhando assim a tramitação do projeto nº 1185/51 no Congresso Nacional.

Em 1960, o Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (SCIESP) manifesta-se favorável à formatação do projeto, deixando claro sua postura de apoio no que diz respeito às exigências para uma pessoa tornar-se Corretor de Imóveis, visando manter o nome do bom Corretor, e, assim garantindo às partes envolvidas (comprador e vendedor), a segurança no processo de transação imobiliária.

A evolução no processo que visava oficializar a profissão já era tão grande que em 26 de março de 1961, o sr. Hely Lopes Meirelles, juiz de direito da Vara Privativa dos Feitos da Fazenda Nacional, declara a validade jurídica de sociedades formadas por Corretores Imobiliários. Em 27 de agosto de 1962 é publicada a Lei nº 4.116, regulamentando a profissão.

Nascem os Conselhos de Corretores de Imóveis

O artigo 9º da Lei nº 4.116/62 dizia: ’A fiscalização do exercício da profissão de Corretor de Imóveis será feita pelo Conselho Federal e pelos conselhos regionais de Corretores de Imóveis, que ficam criados por esta lei’. Portanto, estava criado, em 27 de agosto de 1962, o Conselho Federal e os conselhos regionais de Corretores de Imóveis. 

No dia 26 de outubro de 1962 aconteceu a primeira reunião plenária do Conselho Federal de Corretores de Imóveis do Brasil (COFECI), na sede do Sindicado dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo, localizada na rua Xavier de Toledo, n.º 98, 3º andar, local onde funcionou sua primeira sede social. Este edifício ainda pertence ao CRECI 2ª Região/SP.

No mesmo dia em que ocorreu a primeira reunião do Conselho Federal de Corretores de Imóveis foram criados os conselhos regionais dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Paraná e Pernambuco.

Até o início de 1973, os Corretores de Imóveis de Santa Catarina estavam subordinados à jurisdição do Estado do Rio Grande do Sul. Por iniciativa de um grupo de profissionais, liderados pelo corretor de imóveis Admar Gonzaga (já falecido), criou-se o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Santa Catarina e, a partir dele, nasceu o Conselho da 11ª Região. Sua primeira diretoria tomou posse em 09 de abril de 1973.

Em 1978, surgiu a Lei nº 6.530, a qual exige dos profissionais que, além do registro, também sejam Técnicos em Transações Imobiliárias, a nível de segundo grau.

Colibri como símbolo

O Colibri representa a categoria desde 1981. A semelhança entre os profissionais da corretagem de imóveis e o pássaro está na luta pela sobrevivência.

O futuro da profissão

Nos anos 80 e 90 a profissão do Corretor de Imóveis foi consolidada em todo o Brasil. Foram criados 24 conselhos regionais nas principais capitais do país, responsáveis pela fiscalização do exercício profissional.

Atualmente a competitividade do mercado de trabalho leva o cliente a escolher o profissional melhor preparado. O acesso a todo o tipo de informação fornece melhores subsídios para a avaliação de imóveis e para desenvolvimento de um trabalho de qualidade. Com isso, o Corretor passa a agir como um consultor, assessorando o cliente em todas as fases da comercialização do imóvel.

História do CRECI/SC

Até 1973, Santa Catarina não dispunha de um Conselho Regional que tratasse da inscrição e orientação dos profissionais do ramo, que precisavam deslocar-se ao Rio Grande do Sul. Foi neste ano que o corretor de imóveis Admar Gonzaga, sentindo a necessidade de organizar melhor a categoria em Santa Catarina, bem como, tratar do credenciamento e orientação aos profissionais do segmento, decidiu convidar companheiros do então Sindicato dos Corretores de Imóveis para fundarem o CRECI da 11ª Região.

No dia 09 de abril do mesmo ano, na sede do Sindicato, uma Assembleia Geral não só criou o Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 11ª Região, como, também, aprovou seu Regimento Interno.  Em julho de 73 o CRECI já dispunha de sua equipe de fiscalização e sede própria e Admar Gonzaga presidiu a Casa até 1975, quando veio a falecer.

Nestes anos de atuação do CRECI/SC, muitos dirigentes foram fundamentais para  o crescimento e fortalecimento da entidade. Entre eles estão:

  • 1) Admar Gonzaga de 1973 a 1975 (quando veio a falecer); 
  • 2) Aquilino Silveira de Souza de 1975 a 1982;
  • 3) Celso Pereira Raimundo de 1982 a 1992; 
  • 4) Curt Antonio Beims de 1992 a 1997; 
  • 5) Wilson Carvalho de Almeida de 1997 a 2000; 
  • 6) Gilmar dos Santos de 2000 a 2009;
  • 7) Carlos Josué Beims de 2010 a 2018; 
  • 8) Antonio Moser a partir de 2019 e atual presidente.

Infraestrutura

Além da sede em Florianópolis, a entidade dispõe de unidades onde funcionam as  delegacias da Instituição. As delegacias representam o CRECI - 11ª Região/SC em  todo o Estado, dando suporte as ações e prestando atendimento aos Corretores de  Imóveis, empresas e à sociedade. Elas estão localizadas nas seguintes cidades:  Chapecó, Lages, Joinville, Blumenau, Balneário Camboriú e Criciúma.

Inscritos

Uma das principais funções do CRECI/SC, o processo de credenciamento de novos corretores foi adaptado e ampliado. Ao longo do ano de 2020, tivemos momentos históricos, como a entrega das credenciais nº 38.000, nº 39.000 e nº 40.000 mesmo durante a pandemia. Durante as 88 Sessões Solenes realizadas, 15 delas foram realizadas ainda de forma presencial entre janeiro e março de 2020, que credenciaram 537 profissionais. Já no dia 19 maio, quando o CRECI realizou a primeira edição da Solenidade Virtual, 14 pessoas foram credenciadas. Desde então, mais de 2.400 novos corretores receberam seus registros profissionais em 73 sessões virtuais, demonstrando a potência desta atividade econômica para o desenvolvimento das cidades catarinenses.

O balanço de 2020 aponta que o Conselho credenciou ao todo, 2.945 corretores, exatamente mil pessoas a mais, se comparado ao número de 1.945 pessoas em 2019. "Esta foi a forma que encontramos para manter o calendário dos eventos. É nossa missão manter o empenho e dedicação aos nossos credenciados, como se estivéssemos atuando presencialmente”, afirmou o presidente do CRECI/SC, C.I. Antonio Moser.

Em janeiro de 2021, os quadros do CRECI/SC apresentavam um total de mais de 32 mil inscritos ativos, entre 27.854 pessoas físicas e 4.160 pessoas jurídicas. (dados atualizados em fevereiro de 2021).

*Com informações do COFECI e Relato Integrado CRECI/SC 2019.

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