As recentes medidas da CAIXA que restringem o crédito para o financiamento de imóveis precisam ser revertidas. Este posicionamento será levado por uma delegação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI-SC) ao presidente do COFECI, o Conselho Federal da categoria, João Teodoro, na próxima segunda-feira (14). A reunião acontecerá em São Paulo, com o objetivo de mobilizar o setor imobiliário para reivindicar mudanças nas regras e ampliação do crédito.
Conforme CE BEMPF 076/2024, a partir de 21 de outubro estarão vigentes novas condições nas operações de crédito imobiliário Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo de Pessoa Física (SBPE PF), nas modalidades TR, poupança, IPCA e taxa fixa, para imóvel residencial novo e usado, comercial, construção individual e lote urbanizado.
Entre os ajustes, estão:
- Redução da quota de financiamento para sistema de amortização SAC (de até 80% para 70%)
- Redução da quota de financiamento para sistema de amortização PRICE (de até 70% para até 50%).
- Limitação no valor de imóvel aceito como garantia para até R$ 1,5 milhão
“Isso significa que o comprador terá que dar um valor maior como entrada, prejudicando quem quer comprar e quem quer vender, com um risco muito grande de uma desaceleração dos negócios, que certamente afetará o desenvolvimento do país”, avaliou Gabriel Carrara, diretor do CRECI-SC.
“A alternativa para quem quiser manter o valor da entrada no imóvel mais baixa pode ser por meio dos bancos privados. Há exemplos de financiamento de até 90% do total do imóvel”, afirmou Esequiel de Oliveira, delegado do CRECI-SC em Palhoça e conselheiro eleito para a próxima gestão.
MINHA CASA, MINHA VIDA
Em agosto, o CRECI-SC já havia manifestado sua preocupação com as mudanças no financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida.
Desde o início daquele mês, imóveis destinados a famílias da chamada Faixa 3 do programa, com renda mensal bruta entre R$ 4.400,01 e R$ 8.000,00, passaram a ter o valor máximo de financiamento de R$ 270 mil. Antes, o teto era de R$ 350 mil. A cota máxima do financiamento também foi alterada de 70% para 50% na região Sul.