O desejo por um espaço destinado ao home office continua influenciando as decisões de compra de imóveis, mesmo após o retorno ao trabalho presencial. A tendência, que ganhou força durante a pandemia, segue presente entre diferentes faixas etárias e perfis de consumidores, e deve permanecer como um dos principais direcionadores do mercado nos próximos anos.
Uma pesquisa realizada pela Plano&Plano com mais de 13 mil entrevistados mostrou que 53% dos participantes desejam apartamentos com pelo menos dois quartos, sendo que um dos dormitórios seria adaptado para escritório. O dado evidencia a consolidação do modelo híbrido de trabalho e a busca por moradias que unam conforto, funcionalidade e produtividade.
Mudança de comportamento impulsiona novos perfis de demanda
O levantamento indica que o interesse por imóveis com dois dormitórios é particularmente forte entre a geração Z (18 a 24 anos), que representa 31% dos interessados nesse tipo de imóvel, um dado que contraria a percepção de que os mais jovens estariam menos inclinados a investir na casa própria.
Já os millennials (24 a 44 anos) e a geração X (45 a 65 anos) preferem imóveis maiores, com três quartos ou mais, refletindo necessidades familiares e de espaço mais amplas. Além do tamanho, os equipamentos de lazer também variam conforme a faixa etária: os millennials valorizam brinquedoteca e piscina, enquanto a geração Z prioriza áreas pet e esportivas, e a geração X busca sala de ginástica e espaços para animais de estimação.
Oportunidades para o mercado e para os corretores de imóveis
Esse movimento reforça uma oportunidade estratégica para os profissionais da intermediação imobiliária: compreender as mudanças de comportamento do consumidor e adaptar a oferta e a comunicação às novas necessidades. Imóveis com múltiplas funcionalidades, áreas integradas e infraestrutura adequada para o trabalho remoto têm se destacado na preferência dos compradores.
Para o CRECI-SC, acompanhar essas tendências é essencial para que os corretores de imóveis possam oferecer atendimento consultivo e personalizado, entendendo que o imóvel ideal deixou de ser apenas um espaço para morar e passou a representar também qualidade de vida, bem-estar e produtividade.
O Conselho reafirma seu compromisso em promover capacitação contínua e atualização profissional para que os corretores estejam preparados para atender a esse novo perfil de cliente e às transformações do mercado imobiliário catarinense e nacional.