A modernização da infraestrutura urbana vem ganhando espaço nas discussões sobre planejamento das cidades, e a implantação de redes elétricas subterrâneas é um dos temas que mais despertam interesse no mercado imobiliário. Apesar de já ser uma realidade consolidada em grandes metrópoles internacionais, o Brasil ainda avança lentamente nesse modelo: apenas 1% da rede elétrica do país está instalada de forma subterrânea, segundo o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Além de melhorar a paisagem urbana e reduzir falhas no fornecimento, estudos apontam que a fiação subterrânea pode impulsionar a valorização dos imóveis em até 30%, especialmente em áreas estratégicas das cidades.
Infraestrutura moderna e impacto direto no valor dos imóveis
Cidades como Nova York, Londres e Paris utilizam redes subterrâneas há décadas. O sistema, que concentra parte da distribuição em estruturas abaixo do solo, reduz riscos de interrupção de energia, aumenta a vida útil da rede e transforma a experiência visual dos espaços públicos, fatores que influenciam diretamente a percepção de qualidade urbana.
Em Santa Catarina, começam a surgir iniciativas para avaliar a adoção desse modelo em áreas centrais e de grande circulação, acompanhando uma tendência de modernização urbana que tende a gerar impactos positivos no mercado imobiliário. Cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Joinville e São José já possuem trechos onde a rede subterrânea foi implantada, demonstrando avanços concretos nessa direção.
A presença de fiação aérea costuma afetar a estética do entorno e, consequentemente, o valor de mercado dos imóveis. Já a ausência dos cabos e postes cria um ambiente mais limpo, organizado e com maior sensação de segurança e bem-estar, atributos cada vez mais valorizados por compradores e investidores.
Desafio: custo de implantação ainda é elevado
Apesar das vantagens, o custo de implantação das redes subterrâneas segue como o principal entrave. O investimento pode ser até oito vezes maior do que o sistema aéreo tradicional, o que exige planejamento cuidadoso e definição de prioridades.
Especialistas defendem que um caminho eficiente é direcionar recursos inicialmente para áreas estratégicas — como regiões turísticas, corredores comerciais e vias centrais — que funcionam como vitrines urbanas. Nestes locais, o retorno tende a ser mais rápido, tanto em valorização imobiliária quanto em atração de novos negócios.
Mercado aquecido e demanda crescente por profissionais qualificados
Para o CRECI-SC, esse cenário reforça o papel estratégico do corretor de imóveis na orientação de clientes e na interpretação dos impactos urbanísticos sobre o mercado. A qualificação permanente e o conhecimento sobre infraestrutura, legislação e tendências urbanas se tornam diferenciais cada vez mais importantes na rotina profissional.