CRECI-SC
Transparência e Prestação de Contas

Inadimplência no aluguel: o que nova pesquisa revela e por que o tema importa para os corretores de imóveis

3 de Dezembro de 2025

A inadimplência no mercado de locação sempre foi assunto recorrente para proprietários, imobiliárias e profissionais da intermediação imobiliária. Mas um novo estudo realizado pela Loft em parceria com a Offerwise aprofunda esse debate ao analisar com mais precisão quem são os inquilinos que atrasam o pagamento, por que isso acontece e como eles lidam com o atraso.

Os dados ajudam a compreender dinâmicas importantes do mercado e reforçam a necessidade de atenção dos corretores de imóveis na orientação aos seus clientes — tanto proprietários quanto locatários.

Um retrato atualizado da inadimplência

A pesquisa ouviu 1.300 locatários de todas as regiões do Brasil e confirmou um dado relevante: apenas 23% atrasaram o aluguel no último ano, índice bem menor do que o observado em outras despesas, como cartão de crédito (53%) ou energia elétrica (42%).

Mesmo sob pressão econômica, o aluguel segue sendo prioridade para o brasileiro, reafirmando a importância da moradia como despesa central.

Quem mais atrasa o aluguel

O levantamento mostra que a inadimplência se concentra em perfis marcados por maior vulnerabilidade financeira:

  • jovens entre 18 e 34 anos
     
  • famílias das classes C
     
  • lares com mais moradores, especialmente com filhos
     
  • pessoas com renda variável, trabalhos informais ou dependentes de benefícios
     
  • grupos com maior taxa de desemprego
     

Esse contexto reforça a relação direta entre instabilidade econômica e dificuldade em manter o contrato de locação em dia.

Principais motivos do atraso

Entre os fatores que levam à inadimplência, destacam-se:

  • Desemprego ou queda de renda – 42%
     
  • Gastos imprevistos, como emergências domésticas ou de saúde – 27%
     
  • Despesas fixas altas, que comprimem o orçamento – 23%
     

O reajuste do aluguel aparece como preocupação menor, citado por 17% dos inquilinos.

Como os inquilinos buscam regularizar o pagamento

O estudo mostra que, mesmo quando o atraso ocorre, a tendência é que os locatários adotem estratégias para manter o contrato ativo:

  • priorização do aluguel antes de outras contas (32%)
     
  • pagamento parcial com complementação posterior (28%)
     
  • negociação de prazo ou parcelamento com proprietário ou imobiliária (25%)
     

Um dado importante para o mercado: 64% dos inadimplentes conseguiram regularizar o pagamento dentro do prazo de tolerância contratual, reforçando a resiliência do setor.

Rotatividade em alta

Quatro em cada dez locatários têm intenção de se mudar nos próximos meses. Esse número sobe para 51% entre os inadimplentes — muitas vezes por necessidade, e não por escolha.

Para corretores e corretoras, essa rotatividade elevada indica:

  • maior demanda por imóveis com boa relação custo-benefício
     
  • necessidade de acompanhamento próximo dos clientes
     
  • ampliação das oportunidades de intermediação no mercado de locação
     

Apostas online: impacto existe, mas é menor do que se imagina

O estudo investigou também o papel das apostas esportivas no atraso do aluguel. Embora 31% afirmem conhecer alguém que já atrasou o pagamento por causa das bets, apenas 6% admitem ter passado por isso pessoalmente.

O impacto das apostas existe, mas não aparece como causa estrutural da inadimplência.

O que os corretores de imóveis devem observar

A pesquisa reforça pontos importantes para os profissionais do setor:

  • Análise cuidadosa do perfil financeiro do locatário continua sendo fundamental
     
  • A inadimplência está ligada a fatores estruturais, e não a comportamentos isolados
     
  • A orientação transparente sobre responsabilidades, prazos e possibilidades de negociação faz diferença na relação entre locador e locatário
     
  • Em períodos de maior instabilidade econômica, cresce a importância da atuação consultiva do corretor de imóveis
     

Atualização constante como diferencial

O CRECI-SC ressalta que conhecer pesquisas como esta e acompanhar indicadores de mercado é essencial para oferecer um atendimento seguro, qualificado e alinhado às necessidades reais da população.

A moradia segue sendo prioridade para as famílias brasileiras, e o corretor de imóveis tem papel central na mediação de relações mais transparentes, responsáveis e equilibradas no mercado de locação.

 

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