1. O setor mudou. A postura profissional precisa mudar também
O mercado imobiliário brasileiro está em transformação. Nunca se falou tanto em tecnologia, inovação e novas formas de negócio. Mas, na prática, os riscos jurídicos aumentaram — especialmente para quem atua na ponta da relação com o consumidor: o corretor de imóveis.
Nesse novo cenário, não basta ser um bom vendedor ou conhecer o imóvel. É preciso entender os riscos legais, agir com ética e construir confiança.
E essa é a tese que venho defendendo: o corretor do futuro será um gestor de confiança e integridade jurídica, não apenas um intermediador.
2. O corretor como agente de confiança
Imagine um profissional que:
Esse é o corretor do futuro — e ele já começa a se destacar no presente.
Ele entende que vender com segurança é melhor do que vender rápido.
3. Por que isso importa?
Nos últimos anos, acompanhamos diversos casos em que corretores foram responsabilizados por:
Em todos esses casos, faltou o que chamo de diligência profissional mínima — um conjunto de cuidados que protege tanto o corretor quanto seu cliente.
4. Pra onde ir?
Como Procurador Jurídico do CRECI-SC, vejo de perto a dificuldade de muitos profissionais: faltam orientações claras, ferramentas práticas e capacitação contínua.
E o cliente de hoje está mais informado. Ele exige profissionalismo, clareza e segurança. Corretor de imóveis que não acompanha essa evolução corre o risco de ser substituído por plataformas ou desacreditado.
5. Conclusão
Minha proposta é simples: que o corretor de imóveis seja visto, respeitado e formado como um verdadeiro agente de confiança no mercado imobiliário.
É por isso que tenho trabalhado na criação de materiais, pareceres, cursos e orientações que visam fortalecer essa nova postura.
E convido todos os profissionais — corretores de imóveis, advogados, gestores públicos e entidades — a se unirem nessa missão: valorizar a profissão, proteger o consumidor e dar segurança ao mercado.
Por Flaviano Vetter Tauscheck – Procurador Jurídico do CRECI/SC