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Valor do aluguel e condomínio impulsionam busca por casas: tendência reforça oportunidades no mercado

18 de Dezembro de 2025

Uma pesquisa da revista Exame revelou mudanças importantes no comportamento dos inquilinos brasileiros — informações valiosas para orientar o trabalho dos corretores de imóveis e influenciar diretamente estratégias de captação, divulgação e atendimento no mercado imobiliário.

Segundo o levantamento, 70% dos inquilinos pretendem se mudar para uma casa nos próximos meses. Apenas 36% consideram permanecer em apartamentos, enquanto 8% cogitam migrar para quitinetes ou apartamentos compactos. A pesquisa foi realizada com 1,3 mil inquilinos de diversas regiões do país, refletindo o panorama atual das preferências habitacionais no Brasil.

Tendência se mantém mesmo nas grandes cidades

Um dos pontos mais relevantes da pesquisa é que a preferência por casas permanece forte mesmo em regiões metropolitanas do Sul e Sudeste, onde tradicionalmente há uma maior oferta e procura por apartamentos. Nessas capitais, 69% dos entrevistados afirmam que pretendem se mudar para uma casa, enquanto 45% avaliam a possibilidade de continuar ou migrar para apartamentos.

Isso demonstra que, mesmo em centros urbanos densos, a busca por mais espaço, privacidade e autonomia segue determinante nas escolhas dos inquilinos.

Custos explicam parte da tendência

Segundo a reportagem da Exame, o fator determinante é o valor do aluguel e do condomínio. Moradores de casas gastam, em média, R$ 1.336,73 por mês, enquanto os inquilinos de apartamentos pagam cerca de R$ 1.928,57, uma diferença superior a R$ 590.

Além disso, o valor do condomínio, que nas principais capitais brasileiras tem média de R$ 691,75, no Sul e Sudeste pode ultrapassar R$ 1.000. Esses custos tornam as casas uma opção mais atraente para famílias que buscam maior equilíbrio financeiro.

Escolha varia conforme a classe social

A pesquisa também destaca diferenças importantes entre faixas de renda:

  • Classes A e B: maior preferência por apartamentos (50%), mas ainda com forte intenção de mudança para casas (65%). Apenas 5% cogitam quitinetes.
     
  • Classe C: preferência mais acentuada por casas (72%), enquanto 35% escolheriam apartamentos.
     
  • Classes D/E: a preferência por casas chega a 75%.
     

Esses recortes reforçam a importância de o corretor ajustar portfólio e abordagem comercial conforme o perfil socioeconômico do público que atende.

Impacto no mercado catarinense

Para os corretores de imóveis de Santa Catarina, os dados reforçam tendências já percebidas no dia a dia:

  • aumento da busca por casas, inclusive em áreas urbanas
     
  • necessidade de ampliar a captação de imóveis residenciais horizontais
     
  • importância de apresentar comparativos de custos ao cliente
     
  • atenção a diferentes perfis de consumidores conforme renda e idade
     

O CRECI-SC incentiva que os profissionais utilizem pesquisas como essa para aprimorar sua atuação, fortalecer o relacionamento com os clientes e identificar novas oportunidades no mercado imobiliário catarinense.

 

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