A delegação do CRECI-SC presente à Plenária do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis, na última segunda-feira (14), em São Paulo, aproveitou o evento para levar ao COFECI a preocupação com as novas medidas da Caixa Econômica Federal, que restringem o crédito imobiliário. O Conselho foi representado por seu presidente, Fernando Willrich, e pelos conselheiros federais Dalmo Bardini e Gabriel Carrara (na foto, com o presidente do COFECI João Teodoro).
Com as novas condições nas operações de crédito imobiliário Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo de Pessoa Física, que entrarão em vigor no próximo dia 21/10, haverá reduções da quota de financiamento para sistema de amortização SAC (de até 80% para 70%); para amortização PRICE (de até 70% para até 50%), além da limitação no valor de imóvel aceito como garantia para até R$ 1,5 milhão.
Na avaliação do CRECI-SC, essa decisão obrigará o comprador a dar um valor maior de entrada nos imóveis, o que levará a uma desaceleração nos negócios. Vale lembrar que a Caixa é responsável por quase 70% dos financiamentos de imóveis no país.
Quem quiser manter o valor da entrada no imóvel mais baixo poderá recorrer aos bancos privados, que em alguns casos financiam até 90% do total do imóvel.
CRECI-SC leva ao presidente do COFECI preocupação com restrição do crédito imobiliário
Em agosto, o CRECI-SC já havia manifestado sua preocupação com as mudanças no financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida.
Desde o início daquele mês, imóveis destinados a famílias da chamada Faixa 3 do programa, com renda mensal bruta entre R$ 4.400,01 e R$ 8.000,00, passaram a ter o valor máximo de financiamento de R$ 270 mil. Antes, o teto era de R$ 350 mil. A cota máxima do financiamento também foi alterada de 70% para 50% na região Sul.