Uma pesquisa realizada pela empresa de pesquisas Datastore trouxe dados surpreendentes sobre a participação feminina no mercado imobiliário. O levantamento teve como objetivo identificar informações específicas sobre mulheres que atuam profissionalmente no mercado imobiliário - não apenas corretoras - e traçar um perfil sobre o ambiente de trabalho e a vida pessoal destas profissionais.
A coleta de dados foi realizada entre os dias 11 de setembro de 2020 a 22 de janeiro de 2021, em que foram aplicados 803 questionários para mulheres de todas as regiões do Brasil que são ativas no mercado.
O estudo questionou sobre o grau de satisfação das profissionais, incluindo aspectos da vida profissional e pessoal, as dificuldades de se estabelecer novamente no mercado de trabalho após a maternidade, qual a opinião sobre a posição das mulheres no mercado imobiliário, percepções sobre assédio e igualdade de gênero no ambiente de trabalho, entre outros temas.
Segundo elas, entre os fatores mais significativos para ter uma vida profissional mais satisfatória estão a remuneração salarial, oportunidades de ascensão e crescimento de carreira, reconhecimento profissional e tempo para fazer cursos de especialização ou qualificação.
De acordo com a análise, 87% das profissionais acreditam que as mulheres, em sua maioria, têm o papel decisivo na compra de um imóvel, apesar de não procuradas nas possíveis negociações.
A grande maioria delas (93%) creem que nos últimos anos, as mulheres estão conquistando espaços significativos no mercado imobiliário, apesar de que no dia a dia, são constantemente interrompidas e/ou desconsideradas na tomada de decisão (61%). O documento também apontou as dificuldades em se recolocar no mercado após virarem mães, atingindo 44% das entrevistadas.
Quando foram perguntadas sobre a questão da equidade e igualdade de gênero no ambiente de trabalho e se homens e mulheres têm as mesmas oportunidades de trabalho, 49% das entrevistadas na Região Sul acreditam que infelizmente não existe a mesma abertura entre os gêneros. Entre as justificativas das respostas, estão o machismo institucionalizado na sociedade e o fato de que as mulheres só alcançam cargos de liderança, quando existem relações familiares no negócio ou quando elas são empreendedoras.
Sobre o assédio no ambiente de trabalho, Na Região Sul, cerca de 54% das entrevistadas confirmaram que passaram por algum tipo de situação, seja de superiores, colegas de trabalho ou clientes, que causaram constrangimento, tais como piadas de mal gosto, apelidos constrangedores, xingamentos na frente de outros colegas, indiretas e insinuações de cunho sexual, contato físico indesejado entre outros. Nesses casos, apenas 16% delas chegaram a denunciar a empresa.
A Datastore é a empresa pioneira em pesquisas de mercado com abrangência nacional para o setor imobiliário e já realizou mais de 4.000 pesquisas personalizadas para mais de 2.000 empreendedores imobiliários em mais de 1.500 cidades brasileiras.